quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

José Martins.

Adiei por várias vezes escrever sobre um alguém que esteve toda a minha vida ao meu lado, de um jeito tão íntimo que por muitas vezes não me dei conta ou agradeci por tê-lo assim tão perto. Se trata de um grande homem, de nome simples, José Martins, meu avô. É alguém que hoje quando olho algumas fotos ou me recordo de alguns momentos, inevitavelmente deixa meus olhos mais molhados com um leve aperto na garganta. É estranho, o que realmente parece é que ele foi viajar, como ás vezes ia para a serra fugindo do calor de São José, e depois voltava reclamando do frio de lá. Não consigo ver tudo o que aconteceu como um fim, como a morte ás vezes parece mostrar. Tem certas coisas que acontecem de forma muito serena mesmo em meio a tantas tribulações que a perda traz. O que me doía era vê-lo tão fraco e a cada dia mais distante de nós, o resto nunca me doeu. A falta, a saudade é claro que dói, mas ainda sim é diferente. Hoje eu vejo o quanto eu era privelegiada em relação aos outros netos, o quanto eu aproveitei de momentos com ele que talvez nenhum dos meus primos tenham vivido, não como eu. Acho que fui a única neta a fazê-lo brincar como criança, com coisas de criança, com paciência de Jó. E pelo contexto em que nasci, que aos olhos de alguns tinha tudo para ser um problemão, estava ele ao lado da minha mãe, firme e forte. Você era um cara chato vô, impaciente, teimoso! E mesmo assim, nos seus detalhes, qualidades de um homem simples nos deixou o exemplo da grande pessoa que foi. Aonde quer que você esteja, saiba que é duro chegar em casa e ver que você não está, e que não pode viver comigo mais esse ano, mas de certa forma eu sei que você continua existindo...

Um comentário:

Tina disse...

Puxa vida,
fiquei paralisada amedida que ia lendo o texto.
Muito bom cara! muito bom mesmo!
Fiquei até emocionada porque lembrei da minha vó...
Bom, um ótimo fds ein
Bjunda