domingo, 16 de novembro de 2008

Ponto de Vista.


Aproveitando o assunto (super comentado) da semana, post do blog da minha querida professora Claudia, resolvi colocar aqui um assunto que me chamou a atenção quando abri a Época dessa semana: Personagem da Semana: Hannah Jones - "Quero morrer com dignidade". Poderia ser normal se não fosse a história de uma menininha de apenas 13 anos, que se recusa a um transplante de coração, a única solução para prolongar sua vida.
Vou confessar, me chocou. Primeiro, porque pra começar nós temos o péssimo hábito de questionar sem saber corretamente os fatos. Quando li "Quero morrer com dignindade", logo pensei "Mas como assim?". Só que não é bem assim. Para Hannah (não é a Montana, Carol), a morte tem sido os longos anos que passou em tratamentos no hospital, vítima de um câncer raro (leucemia mielóide). Mas o que mais me chamou a atenção e prendeu meu interesse, foi a decisão de expôr esse seu desejo de forma tão madura e centrada. Ela enfrenta a morte de um jeito que me deixa até mesmo com vergonha de mim mesma. Ela é uma criança, poxa. E mesmo assim conseguiu colocar na balança prós e contras sobre o transplante que poderia prolongar sua vida em mais ou menos 10 anos, mas que a deixaria mais alguns meses no hospital, coisa que ela não quer saber mais. Aí reparei em uma conclusão: tudo depende do ponto de vista e da forma como encaramos até as piores tragédias. A família da menina foi muito criticada e até a ameaçaram internar a menina a força. Não adiantou, a firmeza e também a serenidade com que Hannah tem conduzido sua decisão, fez com que seu desejo fosse respeitado. E pra quem acha que a vida é injusta a garotinha tem uma boa resposta: "Tento não pensar na morte, mas sei que o meu tempo é limitado. Vivo cada dia. É difícil não sentir que a vida é injusta. Mas estou determinada a fazer o melhor". Termino por aqui.

8 comentários:

Carol disse...

Noossa. =O.
Sem palavras.

Ivan S. Ferreira disse...

é, eu tinha marcado esta reportagem nos favoritos para falar dela depois... mas vc se adiantou e acertou em cheio em colocar "ponto de vista" no título do post. Queremos sempre a felicidade das pessoas que amamos, mas este amor não pode ser egoísta, a ponto de querermos o outro congelado (viu esta matéria também??) ao nosso lado. Existe hora em que amar significa prender alguém consigo, tem horas que significa deixar este alguém partir. Fico triste pelos meios que ela teve que usar, mas fico feliz por ela ter conseguido este direito de partir. Concordo que ela amadureceu cedo, talvez seja a única marca boa que as tragédias nos deixam...

Claudia disse...

Ninguém conhece o peso do fardo alheio...

Ariadne disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ariadne disse...

Já q vc pediu, vou comentar! =)
- Bem dificil esta situação, haja reflexão dessa familia.. há escolhas e decisões mais complicadas do q nós jamais imaginariamos.

japa. disse...

É verdade, eu admiro essas pessoas.
Embora seja mesmo dificil nãoa achar que a vida é injusta, ainda fica aquela pontinha. Mas se todos agissem com a metade da maturidade dela não é? Nossa...Bom, mas eu posso sonhar,rs.

PS:Isso ai Ari, nada de passar sem deixar nada dhasuhdaidhsai ;D

Claudia M. F. disse...

Estive pensando nisso, todos damos palpites sobre a decisão dela, as vezes acho maduro e coerente, as vezes acho que a pressão e as dores podem tornar nossa visão um pouco confusa e desgastante demais(a morte pode parecer a melhor solução).
Ainda sou a favor da luta pela vida, mas relamente acho que só estando nessa situação para poder dizer alguma coisa. Já passei por situações que achei que a morte poderia ser uma boa escolha, no entanto, graças a pessoas que estavam um pouco mais preparadas do que eu naquele momento, me deram apoio para que em um momento de mais lucidez eu decidisse isso. E ainda bem pois desde então até hoje, já passei por muitas coisas boas que fizeram com que a minha opção pela vida valesse a pena. Sendo assim, acredito na escolha pessoal de cada um. Da minha parte quero sempre poder lutar pela vida.

japa. disse...

É um exercício complexo e dificil quando se está em uma situação desse tipo, onde a morte parece mesmo solução. Mas a maturidade dela me encanta e me espanta.