domingo, 15 de março de 2009

Seria fácil, mas não é.

Ao mesmo tempo que tento me lembrar que sou humana, e por isso cometo falhas, acabo por contradizer em muitas coisas. Isso só me faz pensar que: ou eu ainda não consigui amadurecer minhas ideias e esquecer certas falhas e botar em prática (de verdade) o que aprendi com elas, ou eu ainda não sei viver meu presente da forma que deveria. Caramba, ainda sou nova! E mesmo assim ainda insisto em me machucar com erros do passado. Esqueço que tenho muito o que viver, ou que o futuro faz disso tudo uma esperança. Eu não tinha que dar tanta importancia assim, por mais que tudo traga marcas e consequencias, tenho certeza que há ainda muitas coisas boas pra viver, lugares e pessoas para conhecer.
Tudo poderia ser um pouco mais fácil se tivéssemos mais desprendimentos, principalmente das coisas ruins. É estranho não deixar esquecer logo essas coisas, mas é que fica aquilo: "eu fiz merda". Mas tá feito e pronto. Esqueça. Só que não é tão simples. Deveria, mas não é. Seria fácil se tivéssemos 100% de razão nessas horas e 0% de emoção. Seria "ta feito e pronto" e ninguém tem nada a ver com isso. Mas não é - não é.
Querendo ou não a gente liga para o que as pessoas pensam, ou o que a gente pensa que elas pensam a nosso respeito. E perdemos tanto tempo nisso. Por isso que de 5 em 5 min tento me lembrar que as coisas passam, que as consequencias dos erros ficam, mas que é possível conviver com isso, e viver muito, muito bem. Viver cada dia de cada vez e não deixar que as nossas verdadeiras qualidades e valores sejam esquecidos por pedaços de um passado, que passou. A vida é daqui pra frente, o agora, não me deixe esquecer disso.

2 comentários:

Claudia disse...

Crises existênciais acontecem principalmente nessa época da vida. É bom pra podermos refletir sobre valores, personalidade e amor próprio cedo o suficiente pra podermos mudar nossa vida antes que seja tarde...

japa; disse...

Concerteza...
"Metade dos nossos erros na vida nascem do facto de sentirmos quando devíamos pensar e pensarmos quando devíamos sentir."


(J. Collins)