sexta-feira, 20 de junho de 2008

Só de sacanagem!




Meu coração está aos pulos!
Quantas vezes minha esperança será posta à prova?
Por quantas provas terá ela que passar? Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu, do nosso dinheiro que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.
Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?
Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?
É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.
Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam: "Não roubarás", "Devolva o lápis do coleguinha", "Esse apontador não é seu, minha filha". Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar.
Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará. Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar.
Só de sacanagem! Dirão: "Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo mundo rouba" e vou dizer: "Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau."
Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal". Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal. Eu repito, ouviram? Imortal! Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!

escrito por Elisa Lucinda, e declamado por Ana Carolina.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

>>No fundo.

"Só apareço por assim dizer/Quando convém aparecer ". Parece triste minha tarde?Ouvindo Giz do Legião?A letra é foda, mas eu não me sinto na fossa quando escuto essa canção.Ela traz tom de esperança pra quem amou e foi amado, mas que agora por algum motivo sério, bobo, banal, certo ou errado, acabou por acabar assim como na canção.Eu também acho que estou gostando de alguém, e acho que sempre gostei.Ele sempre esteve do meu lado, e em todas às vezes eu o via mais como amigo do que qualquer outra coisa.Não sei se foi um erro o ver assim, pois eu sabia que não era o momento certo, não pra mim.Eu tinha (e tenho) muito o que errar.Eu errei bastante, e quem sabe agora, se for da vontade da vida, eu possa ter a oportunidade de acertar.No fundo ainda penso que meu coração é divido em partes que eu não consigo distinguir e que muito do que eu fiz teve lá sua parte boa pra lembrar.Não desmereço nenhum daqueles pra quem eu disse que amava, porque no fundo eu amei mesmo, do contrário eu nem teria dito.São como luzes apagadas, mas sempre prontas para serem acesas, nunca mais é muito tempo.Penso que se eu definir sentimentos precocemente, cometa um engano irreverssível.Como um dia eu cometi, e que agora de pouco em pouco tento consertar.Não para aliviar minha consciencia, mas porque no fundo você sempre foi o que teve o melhor dos abraços, a mais infinita das paciências, e eu sempre soube disso, mas talvez uma voizinha do meu ego ainda em construção acabou por me ocultar naquele momento o que deveria ver na hora certa."Faz parte ainda do que me faz ser forte".

sexta-feira, 13 de junho de 2008

I see blue...




I see blue.

terça-feira, 20 de maio de 2008

sete chaves"

>Leia ouvindo alguma daquele velho cd"
Eu sei que faz tempo.Sei que fui em muitas vezes, covarde, distante.Sei de tudo e ao mesmo tempo nada.Me desculpe, mas foi o meu jeito de te proteger, foi o jeito que achei que consiguiria.Quis te salvar do que eu nem sabia o que era, te busquei e corri ao pra te alcançar.Você que só fugia, finalmente me esperou, e como se fosse um 'acidente' te encontrei no meu caminho, ou invadi o teu, não sei.Me desculpe por ter largado tua mão, quando talvez você mais precisasse de alguém pra segurá-la.Mas você não sabe, acho que nem imagina.Porque como diz a canção "só por você eu dei até o que eu não tive".
Eu prometi para DEUS, onde quer que ele exista, quem quer que ele seja...Que saíria da sua vida do mesmo jeito que entrei, se fosse a melhor maneira para que você fosse feliz.Eu pensei que comigo, em um futuro próximo, tudo o que era contra nós de alguma forma te machucaria.Mas confesso também que foi por medo, tanto por você quanto por mim.Não queria nenhum pesadelo em sua vida, como um dia foi na minha.
Talvez eu nunca me encontre, talvez eu nunca tenha certeza do que eu quero, espero, sinto...Mas você pode ter certeza que no fundo você foi mais que um "acidente" que eu busquei e desejei, como uma criança que torce pra quebrar o braço só pra não ir para escola, você foi um grande amor, de pouco tempo e bem mais que inesquecível.Guarde nossos segredos como aquilo que sentimos e que eu guardo a sete chaves bem trancadas, esperando que, se for pra acontecer, um dia volte e continue da onde parou, ou se renove a cada estrada que nossas vidas percorrerem.

domingo, 18 de maio de 2008

Dia 17: Ana Carolina, linda linda...





Depois de algumas horas suportando Pitty & Banda Urbana, nada contra ela, a Pitty do Vale, manda bem, massss...queríamos Ana, eis então que surge ela, com seu baixo e um sorriso, uma voz e um carisma, arrebatador.Não é puxar saco, não é idolatria exacerbada.Ela faz por merecer, do começo ao fim.Pra começar: 'Cantinho' do cd Dois Quartos.Confesso, não sabia direito a letra das novas do repertório da moça, mass um enrolation aqui outro ali, aí ela manda 'Rosas', aaaaa essa eu sei: "Toda mulher gosta de rosas, rosas e rosas, algumas vezes são vermelhas, mas sempre são rosas".E eis a polêmica "Eu comi a Madona" não teve um que não gritasse com ela: "Fui eu quem bebi, comi a Madona!".Aí vem a diferente: "Nada te faltará". Surge então um violão & um banquinho, momento violão e voz, e que voz, sincronia perfeita e o povo lá cantando do começo ao fim os sucessos como: "Encostar na tua", "Nua", "Pra rua me levar" e "Confesso".Suspira...


E o povo grita: LINDAAAA!GOSTOSAAAA! EU PEGOOO! Um baita assédio, por parte de todos os lados, excetos os que estavam em casais, se é que no meio dos gritos também não deram lá suas escapadas nos elogios, o que eu não duvido muito...Da onde eu fiquei me deu a impressão de que ela é daquelas beeem altas, e o jeito que ela 'dança', se mexe é hilário...Mas ela é realmente muito linda.Extravaza na música do "O cristo de madeira" e "Carvão",com performace forte na interpretação.Te deixa encantada com um texto de Fabrício Carpinejar, no qual ela declama trechos como: "Te olho nos olhos e você reclama que te olho muito profundamente.Desculpa,tudo que vivi foi muito profundamente...Eu te ensinei quem sou e você foi me tirando os espaços entre os abraços,guarda-me apenas uma fresta.Eu que sempre fui livre,não importava o que os outros dissessem.Até onde posso ir para te resgatar?Reclama de mim, como se houvesse possibilidade de me inventar de novo,eu não vou separar minhas vitórias dos meus fracassos!Eu não vou renunciar a mim, nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser vibrante, errante, sujo, livre, quente.Eu quero estar viva e permanecer te olhando profundamente." :x




"Aqui","Ruas de Outono","Quem de nós dois", "Uma louca Tempestade" e um duelo de pandeiros muito bom entre Ana e Leandro Reis animam o quase-fim do Show...Que 'terminou' com 'Elevador' se não me falha a memória (provável). Mas ela volta e ainda manda mais duas, "uma canção de amor pra acabar", ela diz.Mas acabou foi com ela mesma, "EU COMI A MADONA" em versão remix, Enfim um grande show, com uma grande artista,"daquelas mulheres de comer com 10 talheres", no bom sentido, claro.
Meu "primeiro" show.Adorei. <3

quinta-feira, 15 de maio de 2008

"Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento."
(Clarice Lispector)






segunda-feira, 12 de maio de 2008

Vê?



Vê?Esta é Rosa Cristina, mãe do garoto João Hélio, arrastado pelo carro roubado da família por um calvário que durou 7 quilômetros, durante o ano de 2007 no Rio.Entre os responsáveis pela tragédia, um menor de 16 anos.

Vê?Esta é Edna Ezequiel, que teve sua filha e seu irmão mortos pelo mesmo motivo: uma bala perdida, também ano passado.Os responsáveis?Ninguém sabe, ninguém viu.Mas a dor dessa mãe qualquer um podia sentir ou pelo menos imaginar.

Vê?Esta é Ana Carolina de Oliveira, mãe de Isabela Nardoni, dispensa-se detalhes, todo sabem de cor e salteado o enredo de mais essa tragédia.




Hoje, os 4 acusados da morte de João Hélio estão presos cumprindo uma pena de 44 anos cada um.Qualquer pena é pouca tamanha a tanta saudade que seus pais devem sentir.



Edna Ezequiel, continua a viver no morro no Rio de Janeiro, com seus 4 filhos, trabalhando como diarista.A única certeza que teve foi de que sua filha não voltaria mais, a bala perdida que tão desorientada acabou por matar a menina Alana (13 anos) até hoje não tem responsável nenhum, 'pode ter sido disparado tanto pela polícia, quanto pelos traficantes' - disse um delegado."Qual era o maior sonho de sua filha?" - pergunta o repórter, "Quem mora no morro não tem sonho moço..." finaliza a mãe.

Ana Oliveira, mãe de Isabela, surpreendeu ao ficar em silêncio, surpreendeu ao evitar de acusações, e continuará surpreendendo à todos que esperam anciosos como uma platéia sanguessugas no Coliseu dos Horrores.Me dá vergonha perceber que vivo num país onde a a mídia e a maioria das pessoas faz de um fato terrível, uma novela das oito.Me pergunto como fica o coração daqueles que amavam Isabela, ao verem sua morte nas revistas e jornais, não como uma falta, uma tristeza, mas como fato, ou pior uma fonte de audiência.
Aos sanguessugas:
Cuidem de suas vidas, cuidem de seus filhos, eduquem seus filhos, apoiem coisas justas, dignas, honestas, acreditem e façam valer a justiça e as leis deste país.Para que em um futuro (que não precisa ser distante) não precisemos ouvir mais essas histórias tristes de mães que poderiam ter um domingo de maio mais feliz.